Após um intenso mês de trabalho para preparar a 6ª Semana Acadêmica do curso de Saúde Coletiva em conjunto com a 3ª Semana Integrada de Saúde. Após noites sem dormir me tornando uma verdadeira malabarista para conciliar os trabalhos e provas com as atividades extracurriculares. Após inúmeras reuniões, por vezes 3 no mesmo horário.
Consegui um grande feito, perder o prazo da entrega da prova online de Gestão e Planejamento do semestre. Então quase à beira do desespero, sem saber como agir, fiz a melhor escolha de todo o semestre - RELAXAR! Fui ao cinema assistir um ótimo filme, no qual a chamada faz jus a realidade: "você conhece o mito, agora conheça a história", Somos tão Jovens conta a história do começo da carreira de um dos maiores ídolos do cenário do rock nacional. Apesar de não ter tido a oportunidade de vivenciar a época do auge de Renato Russo me tornei uma fã, logo cedo, aos 12 anos.
O filme,
escrito por Marcos Bernstein, começa de forma interessante com uma sequência de
créditos iniciais que apresenta fotos e momentos da infância de cantor. Assim,
quando a produção realmente tem início, o espectador encontra Renato já mais
velho, enquanto os autores deixam bem claro aquilo que pretendem fazer: não
apresentar a história completa de Renato Russo, mas sim retratar apenas um
período de sua vida, buscando encontrar a essência de quem era o protagonista
ao investigar como ele deixou de ser o garoto estranho e solitário para se
tornar um dos nomes mais famosos da história do cenário cultural brasileiro. Deixando-nos
com um gostinho de quero mais.
Em parte, o
objetivo é alcançado. Somos tão Jovens é extremamente bem-sucedido no sentido
de compreender a verdade sobre quem era Renato Russo. Ao se focarem naquele
período decisivo para a sua formação, apresenta um personagem sonhador e
introspectivo, vivendo uma série de dilemas. É o tempo em que ele tenta se
encontrar, descobrir quem é e como pode alcançar seus sonhos e objetivos. O que
se vê sem esforços na tela é o Renato Russo artista, aquele que usa a música
como uma forma de expressão, como uma maneira de lidar com seus próprios
conflitos e sua indignação perante a sociedade e o mundo que o cerca. O que torna
praticamente um apelo à atual juventude para um maior protagonismo na
conjuntura política-social de hoje, a exemplo dos anos 80/90 com toda efervescência e ebulição da época.
Renato Russo, nome
artístico de Renato Manfredini Júnior (Rio de
Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de
Janeiro, 11 de outubro de 1996) foi um cantor e compositor brasileiro, célebre
por ter sido o vocalista e fundador da banda de rock Legião Urbana. Antes
de fundar o grupo, Renato integrou o grupo musical Aborto
Elétrico, do qual saiu devido às constantes brigas. Renato morreu
devido as complicações causadas pela AIDS em 11 de outubro de 1996, na época com 36 anos. Amigos
do cantor afirmam que o mesmo contraiu a doença após se envolver com um rapaz
que conhecera em Nova Iorque, portador da doença, em 1989. Como integrante
da Legião Urbana, Russo lançou oito álbuns de
estúdio, cinco álbuns ao vivo, alguns lançados postumamente, e
diversos singles, escritos em sua maioria pelo próprio. Gravou ainda três
discos solo e cantou ao lado de Herbert
Vianna, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila
Pinheiro, Biquini
Cavadão, 14 Bis e Plebe Rude.


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