Semana Acadêmica



Em maio ocorre a Semana Acadêmica na UFRGS, a cada semestre a universidade reserva espaços no calendário para a realização de semanas acadêmicas desenvolvidas pelos estudantes no âmbito das unidades. Foi nesse período que o Centro Acadêmico dos Estudantes de Saúde Coletiva - CAESC coordenado pela professora Lisiane Boer Possa organizou sua 6ª atividade como proposta a Atenção Básica: O cotidiano da gestão, do cuidado e da participação. Pensando a formação e integração dos alunos do curso da graduação sob temática específica, no âmbito da discussão a partir de espaços dialógicos de construção de conhecimento. Neste sentido,  estruturada com atividades amplas e pertinentes, atreladas as discussões atuais do campo da Saúde Coletiva.  Objetivando socializar experiências locais de gestão, cuidado e participação na Atenção Básica do estado do Rio Grande do Sul, debater sobre as experiências suas potências e perspectivas e discutir os movimentos sociais em saúde.




A abertura do evento ocorreu com a fala de boas vindas da profª Eva Rubin Pedro (Diretora da Escola de Enfermagem), profª Marta Julia Lopes (Coordenadora do Curso de Bacharelado em Saúde Coletiva), profº Alcindo Antônio Ferla (Coordenador da CoorSaúde) e por nós do CAESC. Assim iniciamos as atividades com uma roda de conversa "O Cotidiano dos trabalhadores das equipes de saúde da família no cuidado" com a presença de painelistas: Ana Lúcia da Costa Maciel – Agente Comunitária de Saúde do Grupo Hospitalar Conceição e coordenadora do colegiado multiprossional de educação permanente dos Agentes Comunitários de Saúde do Grupo Hospitalar Conceição, Adriana Bortoluzzi – Enfermeira da Equipe de Saúde da Família do município de Quevedos (RS) e com o professor da Saúde Coletiva, Roberto Amorim como Debatedor.


No segundo dia da semana acadêmica os alunos participarão de atividade da Semana Acadêmica Integrada da Saúde, organizada pelo Coletivo Saúde, órgão composto por representações acadêmicas dos cursos de saúde da UFRGS. Estudantes de vários cursos da saúde - como Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Saúde Coletiva, Nutrição, Fisioterapia e Educação Física - juntos no Coletivo Saúde construímos uma semana interdisciplinar com o anseio de romper com o isolamento provocado pelas grades da universidade (e que não são apenas de metal!). Nesta caminhada trouxeram várias formas de conversas com os temas que estão na programação para que possa haver aproximação de outros pontos de vista que somente a graduação não oferece. Pela primeira vez o Bacharelado em Saúde Coletiva integrou a Semana Acadêmica com os demais cursos da saúde, através da organização conjunta do CAESC e do Coletivo Saúde proporcionou aos alunos um estreitamento dos laços. Neste dia, um debate reflexivo a respeito do filme "Orações para Bobby", emocionou os alunos.


Além da programação científica, estavam organizados momentos culturais diversificados nos dias de atividade. No qual iniciou quarta-feira com um momento descontraído proposto pelo Chalé de Cultura do GHC, Aira e Margareth Jackle (Núcleo Operativo Cultural do GHC) improvisaram respectivamente a história diferenciada do “Chapeuzinho Vermelho” e "Os Músicos de Bremem", com a participação dos alunos. Em seguida, os convidados iniciaram mais uma roda de conversa, “Cuidado da população na rua” com Ricardo de Castilhos (Apoio institucional da área técnica da Saúde de Família de Porto Alegre), Vera Celina de Farias (Agente Comunitário de Saúde – na equipe do Consultório na Rua de Porto Alegre), Belchior Amaral (Redução de danos, Políticas sobre drogas, Movimentos Sociais) e o ex-morador de rua Sr. Odair (participante da Consultório de Rua há 9 anos).


O penúltimo dia começou bem humorado com a apresentação circense de palhaços fazendo um stand up no pátio da Escola de Enfermagem, seguindo a programação a roda de conversa “A participação comunitária e a Atenção Básica” contou com a presença do Dr. Humberto José Scorza (servidor público aposentado/médico – ex-conselheiro – Conselho de Saúde – SUS), Altayr Luís Barison (servidor público- aposentado/ professor de ensino médio e Conselheiro – Orçamento Participativo – Lomba do Pinheiro) e Marcelo Kunrath da Silva (Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Pesquisador da Linha de Pesquisa - Sociedade, participação social e políticas públicas, UFRGS) debatido pela professora da Graduação em Saúde Coletiva, Izabella Barison.





O último dia contou com a apresentação e uma mini-oficina de bambolês aos estudantes, num clima já de festa em comemoração ao reconhecimento do curso pelo MEC com nota máxima, a roda de conversa “A prática da avaliação e da gestão na Atenção Básica” se deu com as falas do Fernando Neves Hugo (Professor da Graduação em Odontologia em Saúde Coletiva da UFRGS – e coordenador PMAQ da UFRGS), Juliana Porto Guimarães (Graduanda em Saúde Coletiva e avaliadora do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ), Elissandra Siqueira (Coordenação Estadual da Atenção Básica – Departamento das Ações em Saúde – SES/RS) e Andréia Burille (Enfermeira - OTICS e Rede Governo Colaborativo Em Saúde).



As atividades acadêmicas nesta semana encerraram com uma grande confraternização ao som do professor David Freitas e sua banda, com muito salchipão promovido pelo CAESC. A festa, na ASHCLIN contou com a alegria dos alunos em comemoração ao reconhecimento do curso pelo MEC com nota máxima e o ingresso foi 1kg de alimento não perecível para doação à uma instituição de caridade.



Somos tão Jovens

Após um intenso mês de trabalho para preparar a 6ª Semana Acadêmica do curso de Saúde Coletiva em conjunto com a 3ª Semana Integrada de Saúde. Após noites sem dormir me tornando uma verdadeira malabarista para conciliar os trabalhos e provas com as atividades extracurriculares. Após inúmeras reuniões, por vezes 3 no mesmo horário. 

Consegui um grande feito, perder o prazo da entrega da prova online de Gestão e Planejamento do semestre. Então quase à beira do desespero, sem saber como agir, fiz a melhor escolha de todo o semestre - RELAXAR! Fui ao cinema assistir um ótimo filme, no qual a chamada faz jus a realidade: "você conhece o mito, agora conheça a história", Somos tão Jovens conta a história do começo da carreira de um dos maiores ídolos do cenário do rock nacional. Apesar de não ter tido a oportunidade de vivenciar a época do auge de Renato Russo me tornei uma fã, logo cedo, aos 12 anos.


O filme, escrito por Marcos Bernstein, começa de forma interessante com uma sequência de créditos iniciais que apresenta fotos e momentos da infância de cantor. Assim, quando a produção realmente tem início, o espectador encontra Renato já mais velho, enquanto os autores deixam bem claro aquilo que pretendem fazer: não apresentar a história completa de Renato Russo, mas sim retratar apenas um período de sua vida, buscando encontrar a essência de quem era o protagonista ao investigar como ele deixou de ser o garoto estranho e solitário para se tornar um dos nomes mais famosos da história do cenário cultural brasileiro. Deixando-nos com um gostinho de quero mais.


Em parte, o objetivo é alcançado. Somos tão Jovens é extremamente bem-sucedido no sentido de compreender a verdade sobre quem era Renato Russo. Ao se focarem naquele período decisivo para a sua formação, apresenta um personagem sonhador e introspectivo, vivendo uma série de dilemas. É o tempo em que ele tenta se encontrar, descobrir quem é e como pode alcançar seus sonhos e objetivos. O que se vê sem esforços na tela é o Renato Russo artista, aquele que usa a música como uma forma de expressão, como uma maneira de lidar com seus próprios conflitos e sua indignação perante a sociedade e o mundo que o cerca. O que torna praticamente um apelo à atual juventude para um maior protagonismo na conjuntura política-social de hoje, a exemplo dos anos 80/90 com toda efervescência e ebulição da época.


Renato Russo, nome artístico de Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996) foi um cantor e compositor brasileiro, célebre por ter sido o vocalista e fundador da banda de rock Legião Urbana. Antes de fundar o grupo, Renato integrou o grupo musical Aborto Elétrico, do qual saiu devido às constantes brigas. Renato morreu devido as complicações causadas pela AIDS em 11 de outubro de 1996, na época com 36 anos. Amigos do cantor afirmam que o mesmo contraiu a doença após se envolver com um rapaz que conhecera em Nova Iorque, portador da doença, em 1989. Como integrante da Legião Urbana, Russo lançou oito álbuns de estúdio, cinco álbuns ao vivo, alguns lançados postumamente, e diversos singles, escritos em sua maioria pelo próprio. Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert ViannaAdriana CalcanhotoCássia EllerPaulo RicardoErasmo CarlosLeila PinheiroBiquini Cavadão14 Bis e Plebe Rude.


Familiarização do Distrito Glória Cruzeiro Cristal


 


Nos dias 04 e 5 de Abril o Comitê Gestor da Integração Ensino-Serviço da Gerência do Distrito Glória Cruzeiro Cristal, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre realizaram uma apresentação dos serviços de saúde do Distrito, dos projetos da UFRGS e da participação em saúde na região, com o objetivo de divulgar suas atividades a todos que realizam ações em saúde, ensino e controle social na região. A Familiarização ocorreu no auditório do “Postão da Cruzeiro” localizado na Rua Moab Caldas, 400.

A familiarização dividiu-se em três momentos. Primeiramente uma apresentação dos serviços, ambientes e atendimentos pelos profissionais do distrito, posteriormente questionamento e argumentos Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre para a gestão do distrito e por último o discurso da CoorSaúde apresentando os projetos, estágios e práticas disciplinares da UFRGS dentro do Distrito.



Apresentação do Distrito Glória Cruzeiro Cristal:

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), chamada neste distrito por Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS), é referência pois possui atendimentos diferencias em certas especialidades e atente a 1ª Regional de Saúde do Estado. O PACS possui aproximadamente 4 mil metros quadrados divididos entre: sala de atendimento adultos, atendimento pediátrico, três salas de curativos, quatro salas de gesso, sala de pequenas cirurgias, sala de observação adulto, três salas de observação pediátrica, seis consultórios médicos, três consultórios odontológicos, três salas de raio X , uma sala de revelação. Também, possui dez leitos na sala de observação clínica de adultos e trinta leitos de crianças. Os pacientes ficam internados aguardando internação nos diversos Hospitais da Rede Pública em uma sala de Observação em Saúde Mental com oito leitos.


Serviços do PACS: 


Clínica médica, Pediatria, Traumatologia, Radiologia, Odontologia, Curativos e Bloco Cirúrgico, Fibrobroncoscopia, Serviço Social, Nutrição e dietética. 


Pronto Atendimento Clínico/Pediátrico: Crianças e adultos em situações que caracterizam emergência, para tratamento e/ou avaliação imediata e pacientes que não apresentam risco de vida, através de consultas aprazadas. 

Pronto Atendimento em Saúde Mental: Atende pacientes em crise e ou em Risco de Agressão, e ou Agitação Psicomotora.

Serviço de Odontologia: Atendimento à Dor; Exame Clínico; Diagnóstico e encaminhamento; Tratamento de alveolite; Tratamento de hemorragia; Incisão e drenagem de abcesso. 

Serviço de Curativos - procedimentos cirúrgicos: Curativos; Atendimento de pacientes com úlceras vasculares e/ou pé diabético; Mordeduras de cão; Queimaduras de médio e pequeno porte; referência para seguimento de queimados do HPS. 

Procedimentos Cirúrgicos: Ferimentos corto-contusos; Suturas e Cantoplastia
Serviço de Cirurgia Ambulatorial: Fibrobroncoscopia; Exame endoscópico visando elucidar diagnóstico no trato respiratório; Exérese de nevos , lipomas e queloides. As consultas com cirurgião são marcadas através do Centro CSVC. 

Traumatologia: Atendimento aos pacientes com trauma do aparelho locomotor; Redução de fraturas e luxações; Tratamento conservador de fraturas, entorses e contusões; Seguimento de tratamento das fraturas e cirurgias atendidas no HPS; Execução de curativo, troca de talas, retirada de gesso e acompanhamento de pacientes agendados até a liberação do serviço. 

Setor de Radiologia: Atendimento das demandas dos Plantonistas; Atendimento externo - tórax e seios da face.


1. Pronto Atendimento Clínico/Pediátrico 
a) Crianças e adultos em situações que caracterizam emergência, para tratamento e/ou avaliação imediata;
b) Pacientes que não apresentam risco de vida, através de consultas aprazadas. 
Horário de Atendimento 24h.



2. Pronto Atendimento em Saúde Mental
a) Atende pacientes em crise e ou em Risco de Agressão, e ou Agitação Psicomotora;
b) Referência para o município de Porto Alegre para atendimento de consultas e encaminhamento para internação;
Horário de Atendimento 24h.


3.Serviço de Odontologia
a) Atendimento à Dor
b) Exame Clínico;
c)Diagnóstico e encaminhamento;
d) Tratamento de alveolite;
e) Tratamento de hemorragia;
f) Incisão e drenagem de abcesso.
Horário de Atendimento 24h.


4. Serviço de Curativos - procedimentos cirúrgicos 
a) Curativos
b) Atendimento de pacientes com úlceras vasculares e/ou pé diabético;
c) Mordeduras de cão;
d) Queimaduras de médio e pequeno porte; referência para seguimento de queimados do HPS.
Horário de Atendimento manhã e tarde de Segunda-feira à sábado

5. Procedimentos Cirúrgicos
a) Ferimentos corto-contusos;
b) Suturas, Cantoplastia e Drenagem de abcessos. 
Horário de Atendimento:
Manhã - Segundas à Sextas-feiras (das 7h30min às 12h30min) e
Tarde - Segundas e Quartas-feiras (das 13h às 18h).

6. Serviço de Cirurgia Ambulatorial
a) Fibrobroncoscopia
b) Exame endoscópico visando elucidar diagnóstico no trato respiratório.
Horário de Atendimento: segunda às quintas-feiras das 8h às 12h.

7. Cirurgia Ambulatorial
a) Exerese de nevos , lipomas e queloides. 
As consultas com cirurgião são marcadas através CSVC.

8. Traumatologia
a) Atendimento aos pacientes com trauma do aparelho locomotor ;
b) Redução de fraturas e luxações;
c) Tratamento conservador de fraturas, entorses e contusões;
d) Seguimento de tratamento das fraturas e cirurgias atendidas no HPS;
e) Execução de curativo, troca de talas, retirada de gesso e acompanhamento de pacientes agendados até a liberação do serviço; 
Horário de atendimento das 7h às 23h.

9. Setor de Radiologia
a) Atendimento das demandas dos Plantonistas da Unidade 24h.
d) Atendimento externo - tórax e seios da face, das 7h às 23h.
Número de atendimento
Média de atendimentos por dia no CSVC – 4133
Média de pessoas atendidas por dia no CSVC – 1500
Média de procedimentos realizados por pessoa por dia – 2,7
Média de boletins emitidos diariamente no PACS - 800

Unidade Básica de Saúde 
Horário: 7 às 18 horas
Serviços: Consultas em pediatria e clínica geral e ginecologia. Imunizações, curativos, vacinas, teste do pezinho e nebulizações. Atendimento odontológico, consulta de nutrição, enfermagem e visitação domiciliar. Programas Nascer, Prá-Crescer, Prá-crescer, prevenção e diagnóstico precoce do câncer ginecológico e Diabéticos e Hipertensos.

Apresentação do Conselho Municipal de Saúde:

Apesar Conselho Municipal de Saúde (CMS) ser um órgão deliberativo com representantes do Governo, prestadores de serviço e  profissionais de saúde e usuários, naquele momento o CMS estava presente como representante dos usuários e população moradora dos arredores do “Postão”. Após toda apresentação de dados de atendimentos, referenciais, atendimentos exclusivo no PACS. O Conselho pergunta: Tudo isso atende a real demanda?
E aquele era o momento de reflexão e silêncio. Um profissional da saúde é necessário ter humanização, escuta, sensibilidade, “jogo de cintura” com as adversidades. Um grande problema do nosso estado são as marcações de consulta, pois o usuário não comparece no dia marcado. Qual seria a melhor solução? Cobrar, ameaçar, punir... Não! Foi naquele momento de reflexão, que se pode perceber um olhar mais ampliado dos ouvintes da Familiarização. Será que esse usuário não deixa de comparecer porque já criou um vinculo com a Unidade de Saúde? Não tem dinheiro para passagem? Passa o dia sem ter o que comer? Não pode faltar o trabalho? Não sabe chegar ao local? São condicionantes sociais que limitam a assistência à saúde.


Como entrar pela porta de acesso do sistema se esta encontra-se fechada ?
Assim, tem-se provocado positivamente trabalhadores, docentes e estudantes, num movimento para construir mudanças na forma de pensar e atuar na saúde pública.


Apresentação da Coordenadoria da Saúde da UFRGS:

Neste contexto, entra a Coordenadoria da Saúde (CoorSaúde), que desde 2008 vem vinculado à Pró-Reitoria de Graduação da UFRGS. Formado pelas Coordenações dos Cursos de Graduação da área da saúde e pelos projetos desta área da Universidade. Tem como objetivo desenvolver um Projeto Político Pedagógico Institucional para a formação na área sob a perspectiva de atender às Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos da Saúde e estreitar as relações da Universidade com o SUS, tendo em vista necessidades sociais em saúde e o desenvolvimento de políticas públicas. Através de uma aproximação da academia com a realidade em saúde busca-se uma melhora na qualidade do serviço prestado e na formação de novos profissionais, consequentemente respostas as necessidades sociais.


Instituto Estadual Rio Branco




Em março de 1997, aos 5 anos eu estava entrando pela 1ª vez na escola no Jardim de Infância A. Ah que saudades que eu tenho da minha época de escola em que a vida era... aliás o que era a vida ? Acho que eu mal tinha dimensão do que era a vida.

Em 1999 passei à 1ª série do ensino fundamental, nunca esqueço daquela professora carinhosa que me ensinou as primeiras palavras. Naquela época, a chamada Escola Estadual de 1º e 2º grau Rio Branco era de certa forma "elitizada" entre as escolas públicas. Lembro dos meus pais levando sacolas e mais sacolas de compras feitas em papelarias, exigência da escola, sendo que nenhum material comprado pertencia à nós alunos. Lembro também de não haver grandes desigualdades sociais, as turmas eram bem homogêneas. Éramos filhos de pais basicamente de classe média baixa, e assim seguiu ao longo do meu ensino fundamental pouca rotatividade de alunos, sempre os mesmos rostinhos ano após ano.

Quando ingressei o ginásio como se chamava antigamente, na minha época o período da 5ª-6ª série e hoje o 6º ano. Aquela turma homogênea já não existia, começava a dar lugar à uma diversidade e uma rotatividade de alunos assustadora. Colegas que cresceram comigo migraram para escolas particulares e eu começava enfrentar uma outra realidade.

O Instituto Estadual Rio Branco é uma escola tradicional de Porto Alegre, meus pais jamais me trocariam de escola por dois motivos:1º Eles sempre acreditaram na Educação Pública. Tanto na educação, como na saúde e em outros setores.
2º Pela facilidade do acesso, perto de casa e do serviço

Aos 15 anos um pouquinho mais madura, eu estava no ensino médio. Um mundo completamente novo, onde só os "adultos" estudavam, pois éramos separados do ensino fundamental. Foi nessa fase que despertei completamente para as desigualdades dentro da minha escola. Eu era uma das poucas alunas que permaneceu desde a Educação Infantil (Jardim A) na mesma escola, logo era possível fazer um comparativo ao longo dos anos. Antes um sistema burocrático de acesso, só estudavam alunos de um mesmo padrão. A partir de um determinado momento a porta de acesso abre, e eu vejo alunos dos mais diversos locais, níveis culturais, econômicos, educacionais...

No último ano do ensino médio, já com uma visão mais ampla. Era possível notar meu pequeno interesse por transformar aquela realidade, uma vontade muito discreta, muito tímida. Ano de 2009, recordo bem da minha preocupação com o futuro. Naquele ano eu havia trancado o curso de inglês e informática para iniciar o técnico em enfermagem. São boas recordações, e eu que achava que estudar em dois turnos era cansativo demais, mal sabia que a UFRGS me aguardava! Eu era uma das poucas privilegiadas que não havia necessidade de trabalhar no turno inverso e podia me dedicar exclusivamente aos estudos, isso justificava minhas notas altas. Contudo, era triste quando professores passavam materiais no xérox e colegas não tinham 0,50$ para pagar. Pois é, talvez fosse apenas rebeldia minha, mas minha "briga/discurso" era sempre esse:
 "Professor, desta forma não dá! Está é uma escola pública em que a maioria dos alunos trabalham e não tem tempo de ler o material, muito destes trabalham para sustentar família. 1,00$ ou 0,50$ pode ser pouco, mas deves levar em consideração que são mais 10 matérias e são xérox semanais, esse dinheiro faz falta".

Hoje em dia após 4 anos longe da Escola Rio Branco, onde passei 13 anos da minha vida. Fazendo as contas mais da metade da minha vida, levando em consideração que nasci em 1992. Bom, resolvi fazer alguma coisa por esse alunos, mesmo que pouco. Nesta onda de Rede Social, criei uma página no Facebook com intuito de incentivar e motivar estes alunos à uma educação de qualidade. Criar um espaço de comunicação e divulgação de oportunidades de estágios, cursos, curiosidades, vídeos educativos, informações úteis, reaproximação de ex-alunos. 

Certa vez, na escola tivemos uma palestra com um professor de um cursinho pré-vestibular destes bem caros. Ele realizou doação de livros, descontos em matriculas, bolsas de tantos %... E finalizou sua palestra com a brilhante frase: "Vocês sabem que estudam em uma escola pública e a educação é precária, ou seja, vocês não tem chace nenhuma de entrar em uma Universidade Federal". Pois bem, e cá estou na UFRGS!! Um dos meus objetivos é incentivá-los e mostrar de que é possível, sim aluno de escola pública não é menos capacitado do que um aluno de escola particular.
Vídeo produzido pelos alunos - Turma de 2009

Link da Página - https://www.facebook.com/rb.poa/info
Atualmente com cerca de 600 membros.

Página criada para estreitar relações entre alunos, ex-alunos, professores e servidores do carinhosamente chamado RB ou IERB. Também para abordar temas e divulgar ações de interesse em comum.

O Instituto Estadual Rio Branco fundado em 1930, tradicional escola pública de Porto Alegre, atende alunos no três turnos (manhã, tarde e noite) e nos três níveis de educação básica (infantil, fundamental e média). Possui uma estrutura adaptada para portadores de necessidades especiais, laboratório de química/biologia, refeitório, sala de informática, sala de vídeos, auditório, quadra de esporte com piso anti-derrapante, pavimento para: basquete, fut-sal, hande-bol e vôlei. Além disso, o instituto é referencial de biblioteca entre as escolas públicas com mais de 20 mil volumes - Biblioteca José da Silva Paranhos Junior.



Matrícula dos Bixos da Saúde Coletiva 2013/1


No dia 6 de março de 2013 começou o período de matrícula presencial dos calouros (bixos) na UFRGS. E o nosso Centro Acadêmico não poderia ficar fora desta! O CAESC, no qual sou integrante da comissão administrativa, estava presente recepcionando nossos novos colegas. Preparamos um "Manual do Bixo da Saúde Coletiva" com as principais informações uteis, também anexamos uma balinha para adoçar a vida.






Foram 30 novos colegas apenas por ingresso vestibular nesse 1º semestre, nesta foto estavam concentrados preenchendo os cadastros:




SEJAM BEM VIND@S!

Política Nacional de Promoção da Saúde: Álcool e outras Drogas



promoção da saúde consiste em políticas, planos e programas de saúde pública com ações voltadas evitar que as pessoas se exponham a fatores condicionantes e determinantes de doenças, a exemplo dos programas de educação em saúde que se propõem a ensinar a população a cuidar de sua saúde. Além disso, incentiva condutas adequadas à melhoria da qualidade de vida, distinguindo-se da atenção primária ou ações preventivas  evitando dano e/ou controlando a exposição ao agente causal em um dado meio-ambiente.

Atualmente segundo Portaria nº 687 MS/GM (2006) ou a Política Nacional de Promoção da Saúde as ações específicas a serem realizadas nas três esferas de governo (federal, estadual, municipal) são:

  • Divulgar, sensibilizar e mobilizar para promoção da saúde;
  • Alimentação saudável;
  • Prática corporal e atividade física;
  • Prevenção e controle do tabagismo;
  • Redução da morbi-mortalidade em decorrência do uso abusivo do álcool e de outras drogas;
  • Redução da morbi-mortalidade por acidentes de trânsito;
  • Prevenção da violência e estímulo à cultura da paz;
  • Promoção do desenvolvimento sustentável

O vídeo interpreta a ação da redução da morbi-mortalidade em decorrência do uso abusivo do álcool e de outras droga!




1º ERESC - SUL



Aconteceu nos dias 29 e 30 de setembro de 2012, o 1º Encontro Regional de Estudantes de Saúde Coletiva da Região Sul (I ERESC – SUL), na cidade litorânea do Paraná em Matinhos. O encontro foi um espaço rico de construção para o próximo grande evento nacional dos estudantes, o cenário belíssimo da praia de Caiobá foi palco do protagonismo estudantil dos alunos da Universidade Federal do Paraná - Setor Litora (UFPR), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).


Pôster do Encontro:





Nós, cerca de 40 alunos saímos na noite do dia 28 para encarar 10 horas de viagem até nosso destino em Matinhos. Contudo, foi uma diversão a animação dos alunos durante o trajeto com muita cantoria e planos para a chegada.






No encontro tivemos “duas em uma” mesa redonda com os temas:
Mesa 1 – “Porque abrir portas: motivos que levaram gestores de saúde a incluírem o Bacharel em Saúde Coletiva em seus concursos”

Mesa 2 – “Regulamentar ou não? Funções e características de conselhos, associações e sindicatos”








Logo, após tínhamos rodas de conversa entre os alunos para discussão das diferentes percepções e realidades nos seus territórios. Também debates como forma de articular a consolidação do profissional, através do protagonismo estudantil.









E como ninguém é de ferro, ao final fizemos um luau/festa em comemoração ao sucesso do encontro. Povo muito receptivo de uma consciência social e ambiental admirável, que refletem nos cursos diferenciados oferecidos pela universidade como: Orientação Comunitária, Agroecologia, Informática e Cidadania e Gestão Desportiva e do Lazer.




Uma pena ser tão pouco tempo, foram 2 dias intensos e cheios de atividades. Gostaria de registrar aqui, minha gratidão e parabenizar a organização deste evento:


Centro acadêmico de Saúde Coletiva Zilda Arns
Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFPR)
Coordenação Nacional de Estudantes de Saúde Coletiva (CONESC)
Universidade Federal do Paraná – Setor Litoral