O que é ser sanitarista?

Em uma breve pesquisa em dicionário encontra-se a definição de Sanitarista como o indivíduo especialista em saúde pública e/ou coletiva forjado de conhecimentos a cerca do conjunto de medidas que visam elaborar, controlar e fiscalizar o cumprimento de normas e padrões de interesse sanitário a fins da saúde das populações. Ex. Profissionais da área da saúde que conhecem o processo saúde-doença, evolução histórica conceitual e práticas sanitárias, epidemiologia e bioestatística, consequentemente indivíduos formado (pós-graduação, especialização, formação) em saúde coletiva ou saúde pública, em cursos reconhecidos por instância educacional legal em Instituições de Ensino Superior.

Instituído como uma das quinze profissões da área da saúde, o sanitarista trabalha dentro e em prol dos sistemas de saúde, com as questões sociais e políticas da saúde, com o planejamento e a avaliação de programas de saúde e com as práticas coletivas de proteção da saúde, sem prestar assistência individual.




Historicamente, a luta por uma saúde universal, equânime e integral desde meados dos anos 1980 originou uma Reforma Sanitária. Atualmente tais lutas tornaram-se princípios de um Sistema Único de Saúde, uma conquista popular constituída através da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Na qual, iniciou reformas drásticas na saúde brasileira a partir da 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986.  Em uma concepção diferenciada de saúde, a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 garante a legitimidade do SUS, que surgirá em consequência destes movimentos sociais e lutas populares.

Porem, o histórico brasileiro no âmbito deste “novo” profissional é bem mais antigo, no qual passou por outras concepções diferentes das atuais em saúde. No período da Reforma da Vacina, Oswaldo Cruz já iniciava práticas sanitaristas como pioneiro no estudo de doenças e moléstias tropicais com  que assolavam a população na época. Foi neste contexto que o Estado interviu durante o período republicado com a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, gerando conflitos e revoltas populares.





Assim, percebe-se que o Sanitarista desde os primórdios da profissão trabalha concomitantemente com as políticas públicas e o controle social. Hoje numa nova concepção, também lida com promoção e educação em saúde, utilizando-se de estratégias e planejamentos através da gestão em virtude da melhor qualidade de vida da população.

Mas afinal, o que é ser Sanitarista?

Num senso comum, pode-se ter certa noção a partir de algumas profissões da área por estudarem brevemente o sistema de saúde brasileiro. Por outro lado, leigos não tem nenhuma referencia do que é ou o que faz um Sanitarista. É neste sentido que o Bacharelado em Saúde Coletiva na UFRGS, forma o profissional Sanitarista, antigamente, formado por qualquer profissional com especialização na área. O novo modelo de formação deste profissional segue duas Linhas de Formação na universidade:
  • Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde.
  • Promoção, Educação e Vigilância da Saúde.


  
Desta forma, o leque de possibilidades de inserção profissional é amplo devido à complexidade de sua formação, numa nova lógica de educação-ensino horizontalizada responsável por um novo profissional da saúde sensibilizado nas questões sociais e próximo a realidade, formado na UFRGS.



Eu no PET e o PET em mim

Outubro de 2013 completo um ano como bolsista do programa PET: Saúde Noturno. Lembro-me quando cheguei tímida, perdida, conhecendo poucos integrantes alguns de vista da Saúde Coletiva entre os 11 membros dos demais cursos noturnos da área da saúde na UFRGS: Psicologia, Odontologia e Serviço Social. Estes 11 que por um período, já foram em 6 membros tornaram o espaço do programa uma extensão da universidade, um mundo a parte em que ganhamos o mínimo de visibilidade e valorização dentro da instituição que parece ignorar a existência dos cursos noturnos.

Há pouco houve a seleção de novos bolsista, recordo do meu inicio no programa e sei como devem estar se sentido confusos para entender o que fazemos. Diga-se de passagem, e como fazemos é ensino, pesquisa e extensão tudo junto e misturado. Ao longo do tempo sei que vão entender o que o tal PET de nome complicado faz (conexões de saberes: cenário de práticas e de estágios curriculares noturnos), também vão se sentir parte de algo maior, não apenas como um bolsista, mas como colaboradores da transformação social.

Entre os 17 grupos PETs da universidade, nenhum trabalha na mesma lógica que nós, sempre achei estranho a forma diferente com que outro grupo funciona até me dar conta que os diferentes somos nós. É tão complexo e grandioso o que fazemos que é difícil explicar para outros entenderem claramente nossas ações. Para grupos tão tecnicistas compreender aquilo que não é palpável torna-se uma tarefa quase impossível.

Neste um ano de “petiana” me senti acolhida nas reuniões em roda, por vezes, parecendo uma terapia de grupo. Fizemos grandes feitos como proporcionar projetos de extensão para nossos colegas, parece tão simples uma vez que todos os outros grupos também o fazem, o diferencial está no publico ofertado – alunos-trabalhadores, portanto só podem conquistas créditos complementares aos finais de semana. Nosso grupo multidisciplinar comprometido com as políticas públicas de saúde transforma a rigidez abitolada de algumas instituições filantrópicas de saúde em uma visão ampliada do SUS. Realizamos pesquisa a fim de problematizar as peculiaridades dos cursos noturnos na UFRGS. Mapeamos organizações para possível estágio curricular no período noturno, assim como possíveis instituições para cenário de prática que tenha funcionamento em turno estendido ou ao final de semana, por outro lado incentivamos aquelas com turno exclusivamente diurno a flexibilizar seu horário. Participamos de instâncias de controle social como Conselhos de Saúde, de congressos e palestras. Convidamos nomes importantes do cenário acadêmico para rodas de conversas, enfim propomos conhecimento.

Integrar o PET me faz sentir importante dentro da UFRGS, neste um ano de participação aprendi tanto que é complicado mensurar. Tornei uma protagonista dentro do meu território como representante discente, transformei pouco da minha realidade participando de reuniões de bairro e ações de promoção da saúde e educação de qualidade na minha antiga escola, adquiri conhecimento para reivindicar direitos, ou seja, a transformação começa em mim para depois transformar o redor. No mais, fazer parte de tudo isso é tão gratificante que é impossível desvincular-se, não me imagino sem o PET. Logo deixarei de ser bolsista, mas continuarei como “amiga” do projeto participando mesmo sem estar cadastrada na plataforma, afinal o conhecimento não precisa de formalidades.

Estamira

Estamira é um documentário brasileiro, no qual leva o nome da protagonista, foi dirigido por Marcos Prado e lançado em 2005. O Filme se passa no Jardim Gramacho, um bairro da cidade do Rio de Janeiro onde se localizava o aterro sanitário. Através do relato da vida de Estamira é possível observar o cotidiano dos trabalhadores deste local, além das críticas que vão deste o sistema político até ao comportamento humano “feio é a incivilização”.

A trama inicia com a definição do lugar a partir do ponto de vista de quem convive no aterro por mais de 20 anos, como um “depósito dos restos e descuidos”. Percebe-se no relato de vida orgulho do trabalho, grande vinculo afetivo com o local e prazer no que faz, “Eu Estamira, sou a visão de cada um ninguém pode viver sem mim”. Ao mesmo tempo, sente-se triste e enxerga na morte uma solução para seus próprios problemas. O que é perfeitamente compreensível quando se entende o histórico de vida da personagem, na qual passou por situações de violências físicas, sexuais, psicológicas e sociais.

Estamira se define como abstrata, o que é considerado deficiência metal para uns ou desequilíbrio de cunho religioso, para ela é muito simples seguindo suas próprias linhas de raciocínios e métodos de explicações. Ela faz uma analogia entre o controle remoto artificial e o controle remoto natural, o primeiro refere-se ao controle do seu próprio corpo e do Estado “os homens devem ser comunistas, o comunismo é igualidade” e o segundo o controle religioso.

Por fim, Estamira é o típico retrato brasileiro, contendo a beleza própria da miscigenação estampando no rosto as linhas de expressão do tempo sofrido e das histórias. A vida desta mulher faz refletir sobre a complexidade da vida, sobre o lixo que desprezamos “devem prestar atenção, quem economiza têm, porque ficar sem é muito ruim”. Também, sobre a saúde e a qualidade de vida, situações de internação compulsória e medicalização “Conheço médicos de verdade e copiadores. Essa aqui que me receitou esses remédios só copiou”. Estamira toma diazepínicos sob orientação médica e recusa internação.

“O trocadilo fez de uma tal maneira que quanto menos as pessoas têm, mais elas manuspezam e jogam fora, quanto menos eles têm...” (Estamira,2005)


SUL PET

Neste ano, a SULPET ocorrido na FURG - Universidade Federal de Rio Grande encerra o ciclo anual dos eventos regionais. Os quatro eventos regionais foram organizados pela comunidade petiana, liderada pela Comissão Executiva Nacional dos Grupos PET, CENAPET, de tal forma que a discussão está sendo unificada e os resultados de cada evento estão servindo de subsídio para os eventos regionais seguintes e para o ENAPET.
Assim, o SULPET, ao completar o ciclo, tem por objetivo finalizar as discussões e completar os encaminhamentos que serão levados ao ENAPET 2013, que será realizado em outubro, em Recife, PE. Os temas discutidos buscam estabelecer os desdobramentos político-pedagógicos dos encaminhamentos do Encontro Nacional de Grupos PET do ano passado, o XVII ENAPET - 2012,  evento muito rico em seus resultados. Lá a comunidade petiana definiu uma proposta de portaria para o PET, definiu um conjunto de propostas básicas para a avaliação do programa e elegeu representantes para a comissão de avaliação do PET. Nesse momento, torna-se muito importante que a comunidade petiana se una para fazer valer essas proposições. 

A UFRGS compareceu ao evento com representantes dos 16 PETs vinculados ao MEC,  o PET Conexões de Saberes: Saúde Noturno, foi representado por mim e mais dois colegas, em que submetemos e apresentamos o pôster: 


IDENTIDADE E SINGULARIDADES DO PET SAÚDE NOTURNO DA UFRGS


Estudantes: Cláudia de Cássia Melo (APSS- SaúdeColetiva),  VITÓRIA FARIAS DA SILVA(APSS-Saúde Coletiva), MÁRCIO JOSÉ PEREIRA BATISTA (Odontologia),  JULIA FRANCIELE ROST (Odontologia),  NEUSA BEATRIZ BARCELOS DE FARIAS(APSS-Saúde Coletiva), NAIR SILVA SCHNEIDER (Serviço Social),  SHAYANNE SANTOS DA  SILVA(APSS-Saúde Coletiva), Tutora: Profª Drª IZABELLA BARISON MATOS (APSS-Saúde Coletiva)
 
INTRODUÇÃO: Desde dezembro de 2010, 12 bolsistas e três voluntários, oriundos de comunidades populares, sob a orientação de uma tutora iniciaram a execução da proposta PET Cenários de Práticas e de Estágios Curriculares Noturnos de cursos da UFRGS- Serviço Social, Psicologia, Odontologia e Saúde Coletiva. O PET Saúde Noturno proporciona uma visão ampliada do trabalho em saúde por meio de vivências diversas em diferentes cenários, rodas de conversa, interação com graduandos e professores de outras áreas da saúde; enriquecendo o debate sobre a formação/educação profissional em saúde.
 
OBJETIVO: Compartilhar singularidades e diversidades do grupo PET Saúde Noturno UFRGS.
 
                                                       


METODOLOGIA: 
Relato de experiência acerca das vivências, dos estudantes e da tutora, em diferentes cenários de prática nos quais realizam atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Estudantes da graduação noturna encaram  o PET como uma vivência, sendo um contraponto à formação técnica; um espaço que acolhe, entende e atende as características de alunos-trabalhadores. Neste sentido, as vivências no grupo colaboram com uma formação mais humanista.
O grupo PET vem contribuindo assim para a realização de atividades acadêmicas – de ensino e de extensão – para transformá-las em créditos complementares, por exemplo: Nos finais de semana ou nas férias, por meio da oferta de disciplinas em período letivo especial (PLES). Na elaboração e execução do projeto de pesquisa “Itinerários formativos de estudantes dos cursos de graduação noturnos na área da saúde da UFRGS: Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Saúde Coletiva”. Como resultados esperados elencam-se: conhecimento das expectativas referentes à formação e à atuação profissional visando melhorar a resposta pública e subsidiar a UFRGS na implementação destes cursos.


CONCLUSÕES: O PET é uma oportunidade de transformação da realidade do ensino/da educação/da formação; despertando o estudante para uma formação mais próxima ao SUS e aos anseios da população.

 
 
Durante o encontro também foram discutidas estratégias para consolidar a Identidade do programa PET na graduação, reestruturar o Marco Legal e estruturação do programa a partir da edição de nova portaria e da elaboração de um novo Manual de Orientações Básicas, definir práticas de avaliação que promovam a consolidação da proposta de formação do PET e da Educação Tutorial e definir políticas de ampliação do programa.




REFERÊNCIAS
AKERMAN, M.; FEUERWERKER, L. Estou me formando (ou me formei) e quero trabalhar: que oportunidades o sistema de saúde me oferece na saúde coletiva? Onde posso atuar e que competências preciso desenvolver? In: CAMPOS, G.W.S.; MINAYO, M.C.S.; AKERMAN, M.; DRUMOND JUNIOR, M.; CARVALHO, Y.M. (Org.). Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Editora Hucitec/Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ; 2006, p.171-188.
 
CECCIM, R. B.; ARMANI, T. B.; OLIVEIRA, D.L.LC.; et.al. Imaginários da formação em saúde no Brasil e os horizontes da regulação em saúde suplementar. Ciência e Saúde Coletiva, v. 13, n.5, 2008. p.1567-1578.
 
FILHO, A. T. Ensino superior noturno no Brasil: estudar para trabalhar ou trabalhar para estudar? Pensam. Real, Porto Alegre, n.22, 2008. p. 43-65.
 
ZAGO, N. Do acesso à permanência no ensino Superior: percursos de estudantes universitários de camadas populares. Revista Brasileira de Educação, v.11, n.32, maio/ago., 2006. p.226-370. 

Portas Abertas na UFRGS


Acontece na UFRGS - Portas Abertas 2013O evento que abre a UFRGS a visitações aconteceu em um típico dia de outono, frio e cinzento, mas sem chuva. No dia 18 de maio, em meio ao frio, em quatro campi da UFRGS (Centro, Olímpico, Saúde e Vale) e com diversas atividades programadas, aconteceu mais uma edição do UFRGS Portas Abertas. Com um público ainda maior que de anos anteriores, o evento teve participação de 372 escolas de diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 

A Escola de Enfermagem organizou-se para receber com atividades propostas pelos acadêmicos do Bacharelado em Saúde Coletiva e da Enfermagem, além de divulgar ensino, pesquisa e extensão praticados na Universidade, facilitar a visita de cidadãos interessados em conhecê-la, os estudantes de ensino médio e vestibulandos interagiram e questionaram tais atividades, esta visita é especialmente importante para auxiliar na escolha de um caminho profissional.Os futuros Sanitaristas ocuparam uma sala decorando-a com banners e mandalas – símbolo do curso. Em um clima de roda, os alunos apresentaram aos visitantes vídeos explicativos e realizaram uma roda de conversa interativa. A participação da Rádio Web Saúde também chamou atenção no meio do pátio da Escola com uma transmissão ao vivo.

Semana Acadêmica



Em maio ocorre a Semana Acadêmica na UFRGS, a cada semestre a universidade reserva espaços no calendário para a realização de semanas acadêmicas desenvolvidas pelos estudantes no âmbito das unidades. Foi nesse período que o Centro Acadêmico dos Estudantes de Saúde Coletiva - CAESC coordenado pela professora Lisiane Boer Possa organizou sua 6ª atividade como proposta a Atenção Básica: O cotidiano da gestão, do cuidado e da participação. Pensando a formação e integração dos alunos do curso da graduação sob temática específica, no âmbito da discussão a partir de espaços dialógicos de construção de conhecimento. Neste sentido,  estruturada com atividades amplas e pertinentes, atreladas as discussões atuais do campo da Saúde Coletiva.  Objetivando socializar experiências locais de gestão, cuidado e participação na Atenção Básica do estado do Rio Grande do Sul, debater sobre as experiências suas potências e perspectivas e discutir os movimentos sociais em saúde.




A abertura do evento ocorreu com a fala de boas vindas da profª Eva Rubin Pedro (Diretora da Escola de Enfermagem), profª Marta Julia Lopes (Coordenadora do Curso de Bacharelado em Saúde Coletiva), profº Alcindo Antônio Ferla (Coordenador da CoorSaúde) e por nós do CAESC. Assim iniciamos as atividades com uma roda de conversa "O Cotidiano dos trabalhadores das equipes de saúde da família no cuidado" com a presença de painelistas: Ana Lúcia da Costa Maciel – Agente Comunitária de Saúde do Grupo Hospitalar Conceição e coordenadora do colegiado multiprossional de educação permanente dos Agentes Comunitários de Saúde do Grupo Hospitalar Conceição, Adriana Bortoluzzi – Enfermeira da Equipe de Saúde da Família do município de Quevedos (RS) e com o professor da Saúde Coletiva, Roberto Amorim como Debatedor.


No segundo dia da semana acadêmica os alunos participarão de atividade da Semana Acadêmica Integrada da Saúde, organizada pelo Coletivo Saúde, órgão composto por representações acadêmicas dos cursos de saúde da UFRGS. Estudantes de vários cursos da saúde - como Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Saúde Coletiva, Nutrição, Fisioterapia e Educação Física - juntos no Coletivo Saúde construímos uma semana interdisciplinar com o anseio de romper com o isolamento provocado pelas grades da universidade (e que não são apenas de metal!). Nesta caminhada trouxeram várias formas de conversas com os temas que estão na programação para que possa haver aproximação de outros pontos de vista que somente a graduação não oferece. Pela primeira vez o Bacharelado em Saúde Coletiva integrou a Semana Acadêmica com os demais cursos da saúde, através da organização conjunta do CAESC e do Coletivo Saúde proporcionou aos alunos um estreitamento dos laços. Neste dia, um debate reflexivo a respeito do filme "Orações para Bobby", emocionou os alunos.


Além da programação científica, estavam organizados momentos culturais diversificados nos dias de atividade. No qual iniciou quarta-feira com um momento descontraído proposto pelo Chalé de Cultura do GHC, Aira e Margareth Jackle (Núcleo Operativo Cultural do GHC) improvisaram respectivamente a história diferenciada do “Chapeuzinho Vermelho” e "Os Músicos de Bremem", com a participação dos alunos. Em seguida, os convidados iniciaram mais uma roda de conversa, “Cuidado da população na rua” com Ricardo de Castilhos (Apoio institucional da área técnica da Saúde de Família de Porto Alegre), Vera Celina de Farias (Agente Comunitário de Saúde – na equipe do Consultório na Rua de Porto Alegre), Belchior Amaral (Redução de danos, Políticas sobre drogas, Movimentos Sociais) e o ex-morador de rua Sr. Odair (participante da Consultório de Rua há 9 anos).


O penúltimo dia começou bem humorado com a apresentação circense de palhaços fazendo um stand up no pátio da Escola de Enfermagem, seguindo a programação a roda de conversa “A participação comunitária e a Atenção Básica” contou com a presença do Dr. Humberto José Scorza (servidor público aposentado/médico – ex-conselheiro – Conselho de Saúde – SUS), Altayr Luís Barison (servidor público- aposentado/ professor de ensino médio e Conselheiro – Orçamento Participativo – Lomba do Pinheiro) e Marcelo Kunrath da Silva (Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Pesquisador da Linha de Pesquisa - Sociedade, participação social e políticas públicas, UFRGS) debatido pela professora da Graduação em Saúde Coletiva, Izabella Barison.





O último dia contou com a apresentação e uma mini-oficina de bambolês aos estudantes, num clima já de festa em comemoração ao reconhecimento do curso pelo MEC com nota máxima, a roda de conversa “A prática da avaliação e da gestão na Atenção Básica” se deu com as falas do Fernando Neves Hugo (Professor da Graduação em Odontologia em Saúde Coletiva da UFRGS – e coordenador PMAQ da UFRGS), Juliana Porto Guimarães (Graduanda em Saúde Coletiva e avaliadora do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ), Elissandra Siqueira (Coordenação Estadual da Atenção Básica – Departamento das Ações em Saúde – SES/RS) e Andréia Burille (Enfermeira - OTICS e Rede Governo Colaborativo Em Saúde).



As atividades acadêmicas nesta semana encerraram com uma grande confraternização ao som do professor David Freitas e sua banda, com muito salchipão promovido pelo CAESC. A festa, na ASHCLIN contou com a alegria dos alunos em comemoração ao reconhecimento do curso pelo MEC com nota máxima e o ingresso foi 1kg de alimento não perecível para doação à uma instituição de caridade.



Somos tão Jovens

Após um intenso mês de trabalho para preparar a 6ª Semana Acadêmica do curso de Saúde Coletiva em conjunto com a 3ª Semana Integrada de Saúde. Após noites sem dormir me tornando uma verdadeira malabarista para conciliar os trabalhos e provas com as atividades extracurriculares. Após inúmeras reuniões, por vezes 3 no mesmo horário. 

Consegui um grande feito, perder o prazo da entrega da prova online de Gestão e Planejamento do semestre. Então quase à beira do desespero, sem saber como agir, fiz a melhor escolha de todo o semestre - RELAXAR! Fui ao cinema assistir um ótimo filme, no qual a chamada faz jus a realidade: "você conhece o mito, agora conheça a história", Somos tão Jovens conta a história do começo da carreira de um dos maiores ídolos do cenário do rock nacional. Apesar de não ter tido a oportunidade de vivenciar a época do auge de Renato Russo me tornei uma fã, logo cedo, aos 12 anos.


O filme, escrito por Marcos Bernstein, começa de forma interessante com uma sequência de créditos iniciais que apresenta fotos e momentos da infância de cantor. Assim, quando a produção realmente tem início, o espectador encontra Renato já mais velho, enquanto os autores deixam bem claro aquilo que pretendem fazer: não apresentar a história completa de Renato Russo, mas sim retratar apenas um período de sua vida, buscando encontrar a essência de quem era o protagonista ao investigar como ele deixou de ser o garoto estranho e solitário para se tornar um dos nomes mais famosos da história do cenário cultural brasileiro. Deixando-nos com um gostinho de quero mais.


Em parte, o objetivo é alcançado. Somos tão Jovens é extremamente bem-sucedido no sentido de compreender a verdade sobre quem era Renato Russo. Ao se focarem naquele período decisivo para a sua formação, apresenta um personagem sonhador e introspectivo, vivendo uma série de dilemas. É o tempo em que ele tenta se encontrar, descobrir quem é e como pode alcançar seus sonhos e objetivos. O que se vê sem esforços na tela é o Renato Russo artista, aquele que usa a música como uma forma de expressão, como uma maneira de lidar com seus próprios conflitos e sua indignação perante a sociedade e o mundo que o cerca. O que torna praticamente um apelo à atual juventude para um maior protagonismo na conjuntura política-social de hoje, a exemplo dos anos 80/90 com toda efervescência e ebulição da época.


Renato Russo, nome artístico de Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996) foi um cantor e compositor brasileiro, célebre por ter sido o vocalista e fundador da banda de rock Legião Urbana. Antes de fundar o grupo, Renato integrou o grupo musical Aborto Elétrico, do qual saiu devido às constantes brigas. Renato morreu devido as complicações causadas pela AIDS em 11 de outubro de 1996, na época com 36 anos. Amigos do cantor afirmam que o mesmo contraiu a doença após se envolver com um rapaz que conhecera em Nova Iorque, portador da doença, em 1989. Como integrante da Legião Urbana, Russo lançou oito álbuns de estúdio, cinco álbuns ao vivo, alguns lançados postumamente, e diversos singles, escritos em sua maioria pelo próprio. Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert ViannaAdriana CalcanhotoCássia EllerPaulo RicardoErasmo CarlosLeila PinheiroBiquini Cavadão14 Bis e Plebe Rude.